04/03/2016

Home with Soul: Sofás brancos

Sujam-se muito, mas são os meus favoritos. Nas minhas casas não tenho sofás brancos - numa delas optei pelo cinzento e na que vivo diariamente pelo bege -, mas gosto imenso. E se o material é pele, então não pode haver mais chique. E a possibilidade de combinações é infinita.

Escolhi algumas imagens do meu álbum de Decor no Pinterest que acho extremamente inspiradoras.
Se têm o privilégio - e a coragem - de ter sofás brancos nas vossas salas, pode ser que este post vos anime a dar-lhes um upgrade. :)

BRANCO + DOURADO + ESPELHOS
Acho maravilhosa esta decoração com apontamentos dourados. Para não falar da amplitude que os espelhos dão à sala. E muito verde, para dar vida. 

TOTAL WHITE + TERRA E PRATA
Outra das minhas favoritas, branco total, só quebrado por pequenos detalhes em tons terra e prata. Fica muito, mas muito chique!

BLACK & WHITE
O preto é a cor óbvia para combinar e que pode resultar num ambiente pesado. No entanto, quando a decoração é bem delineada, fica giríssimo. Vou confessar que não é a minha favorita, mas gosto muito deste exemplo, com pequenos detalhes escuros espalhados pela sala, misturados com pontos de luz que fazem toda a diferença.

BLACK & WHITE + DOURADO
Se acrescentarmos uma terceira cor ao preto e branco, neste caso o dourado, o resultado é extremamente interessante. Dá um ar completamente diferente e chique à divisão. 

GEOMÉTRICO + CINZA E COBRE
Este estilo de sala mais "geométrico" pede forçosamente a dualidade preto e branco. Na minha opinião, o ponto forte desta sala é a mistura com o cinzento e o cobre. 

BRANCO + CINZA
Outra opção que acho que funciona muito bem é combinar os sofás brancos com móveis e artigos de decoração em tons de cinzento.

Espero que tenham gostado deste momento de inspiração!
"Encontramo-nos" no próximo post!

03/03/2016

Friday



Um bom fim de semana para todos, in love ou não! :)

Sara Sampaio | Style file


Já há um tempo que queria fazer um post sobre o estilo da top model portuguesa mais internacional de sempre. Acho que devemos apoiar aquilo que é nosso, valorizar, divulgar. Não que ela precise deste post, mas pelo que vi na internet, não são tantos os artigos dedicados exclusivamente ao seu estilo pessoal. E merece. Porque ela já virou uma it girl, com um estilo próprio muito vincado.  

Se me perguntassem como o definiria, eu diria, sem qualquer sombra de dúvida "Simples. Urbano. Sexy". São as três palavras que me vêm imediatamente à cabeça sempre que olho para os looks dela, sejam de rua, ou de red carpet

Assim em linhas gerais, vê-se que o preto veste 90% dos outfits, que quase nunca a vemos com estampados nem roupas muito exuberantes, que adora scarpins e sandálias de tiras, que não prescinde de shorts de ganga e partes de cima básicas. Que a boca encarnada e os cabelos naturais são a sua imagem de marca.

É verdade que quando se tem beleza natural e as medidas certas, qualquer coisa ajuda, sem precisar de se enfeitar muito. Mas isso não significa que se tenha carisma e estilo. E a Sara Sampaio tem.

Mas vamos analisar ao pormenor:

SHORTS
Top model que se preze, tem de mostrar as pernas que nunca mais acabam, lógico! E os shorts parecem ser a melhor forma do o fazer, principalmente em looks de rua. Os preferidos da Sara são claramente os jeans, rasgados e/ou modelo boyfriend, no entanto, também a vemos com versões mais fluídas. As cores para os conjugar, sempre as mesmas, preto ou branco. E cropped tops ou t-shirts básicas.  


BLUSÃO DE CABEDAL
Uma das peças do momento, básico em qualquer armário e uma das favoritas das top models. Sara Sampaio usa o blusão de cabedal com tudo: shorts de ganga, skinny jeans, vestidos e, até mesmo, cullotes. As botas de cano médio são outra peça tendência que Sara usa e abusa.
Vamos analisar o primeiro look:
Um dos aspectos que aprecio no estilo de Sara Sampaio é o facto de ser sexy, mas nada vulgar. E este look é o claro exemplo. As sandálias recortadas over the knee tinham tudo para dar errado, mas ela soube conjugá-las de uma forma harmoniosa. Os shorts de ganga, num modelo boyfriend, e uma simples t-shirt branca vieram equilibrar o conjunto, que foi rematado com o blusão de cabedal de que falava. 


SEXY
Como dizia no ponto anterior, "sexy" poderia ser o nome do meio de Sara Sampaio. Nos looks que escolhe, essa característica natural é bem evidente. No entanto, como o seu estilo é bem simples e clean, isso acaba por jogar a seu favor, já que se optasse por peças muito exuberantes e coloridas, seria o fracasso total. 
Novamente, as sandálias over the knee, aqui conjugadas com um vestido preto pelo joelho, sem decotes, apenas com uma abertura lateral. No look ao lado, a mesma fórmula: fenda + tamanho midi. O crop top vem dar jovialidade ao conjunto. 


RIPPED JEANS
No dia a dia, nas ruas de Nova Iorque, é frequente ver Sara Sampaio a usar jeans, em modelo skinny ou boyfriend, em looks super descontraídos. Combina-os com tank ou cropped tops, mala ao ombro e sandálias "pesadas" de tiras ou slippers. Tudo simples, mas muito estiloso.


PANTALONAS
Apesar de, na minha opinião, não ser propriamente uma fashion victim, porque não a vemos usar tudo o que dizem ser tendência, é frequente ver Sara Sampaio com peças mais do momento, como são as pantalonas, em versão mais comprida ou curta. E na primeira foto, outra novidade: os tons pastel. Já sabemos que usa pouca cor, que quando usa prefere os tons primários, mas aqui optou pelo azul claro, que combinou com branco. 
No segundo look, é a Sara de sempre: conjunto clean, com top de linhas geométricas e os scarpins pretos. 


PÊLO + OVER THE KNEE
A fórmula dos looks de Inverno da top model tem sido a mesma: casaco de pêlo e botas over the knee. Ou com mini-saia ou com calças skinny, em looks preto total ou quebrados por outro tom, como o nude ou o vinho. Mantas, gorros e chapéus, os seus melhores amigos para enfrentar o frio gelado de Nova Iorque. 



NA RED CARPET

Se olharmos para as escolhas na passadeira vermelha, é fácil constatar que Sara Sampaio não foge ao seu estilo pessoal. Aparece quase sempre com vestidos pretos, de linhas simples e geométricas e quase ausência de acessórios e aplicações na roupa. Quanto a sapatos, a mesma simplicidade, já que os seus favoritos parecem ser os scarpins e as sandálias de uma tira. Nos cabelos, nunca nada de muito trabalhado. Gosta de apanhados simples, tranças ou solto, com ondas naturais.
Mas vejam mais detalhadamente...

"COM PRETO NUNCA ME COMPROMETO"
É indubitavelmente a sua cor favorita, tanto em street style como em red carpet. É raro ver Sara com estampados, e com cores mais garridas podemos contar pelos dedos de uma mão. Aposta muito, isso sim, em decotes e aberturas, sempre num estilo muito elegante e sexy, sem ser vulgar.


COR
As cores mais fortes que já vimos Sara Sampaio usar foram o azulão e o vermelho. Tons primários que reflectem o gosto pessoal da modelo. Os vestidos, como sempre, em estilo muito minimalista. 


OFF WHITE
Sexy, com vestidos brancos, mais uma vez, de linhas simples, make up clean e quase nada como acessórios. Não se precisa de mais, quando a beleza natural e o carisma fazem o resto. E Sara sabe tirar partido disso. 


SPARKLE
Às vezes, é preciso ousar um pouco mais e que melhor forma de o fazer senão recorrer aos brilhos e lantejoulas? No caso de Sara Sampaio, nada de muito extravagante ou, se o é, como o vestido da segunda foto, há que "poupar" no resto. 



Espero que tenham gostado deste pequeno tour pelo estilo de Sara Sampaio. E, quem sabe, se se identificam, possam retirar algumas ideias para inspiração. Eu, pessoalmente, fico com os looks de red carpet, que acho excelentes ideias para eventos especiais.

"Vemo-nos" no próximo post!

02/03/2016

Girl Crush


Alguém tem dúvidas de que Sara Sampaio não tardará muito em tornar-se uma Gisele Bundchen?
Na after party dos Oscars estava de cair para o lado num vestido Zuhair Murad. Um mulherão mesmo, a colocar debaixo do braço actrizes e modelos mais consagradas. 

Série | Downton Abbey


Downton Abbey. Quem é que nunca ouviu falar desta série? Muito poucos, acredito. É a série inglesa que mais deu que falar nas últimas décadas e das mais premiadas (Globos de Ouro e prémios BAFTA). Estreou em 2010 e a sexta e última temporada foi para o ar a 25 de Dezembro de 2015, deixando órfãos milhares de fãs incondicionais (como eu)!   

Antes de mais, uma garantia: poucas séries amarram tanto e tão rápido como esta. Vi as seis seasons em menos de um mês, capítulo atrás de capítulo, com uma voracidade atípica em mim. É uma série apaixonante que cimentou, ainda mais, o meu interesse pelas histórias/dramas de época, principalmente produções inglesas, que não ficam nada, mas nada atrás das americanas.


A História

Quando tudo começa com o maior desastre do século XX - o naufrágio do Titanic -, só pode ser bom sinal. No acidente, morre o primo e herdeiro do Lord Grantham, dono da grande propriedade Downton Abbey, situada em Yorkshire, Inglaterra. Como o Conde tem apenas filhas, a lei de então não permite que sejam elas as herdeiras dos bens e títulos da família, mas sim o barão mais directo, o que coloca em jogo a sucessão.

À parte do problema da herança, Downton Abbey reflecte a vida desta importante família aristocrática inglesa e dos seus serventes, numa contextualização histórica fantástica, com abordagens de acontecimentos importantes da época, vividos activamente pelos personagens: os conflitos políticos e sociais, a Primeira Guerra Mundial, a Pandemia da Gripe Espanhola, o florescer da era tecnológica.

Dizem os críticos que se fosse possível transportar-nos, por instantes, para a Inglaterra de 1900, seria exactamente o panorama da série que veríamos, dada a exactidão com que foi tratado cada pormenor.


O 'UPSTAIRS'


Na parte "privilegiada" da casa, vivem os senhores, entre salas e bibliotecas imensas, jantares e bailes de luxo. Todos os dias, esperam pelo tocar do gongo para, com a ajuda dos seus criados pessoais, vestirem os seus melhores trajes e sentarem-se à mesa "de maneira apropriada".
No início da série (sim, porque vão entrando e saindo personagens), vivem na mansão Robert Crawley - Conde de Grantham -, a Condessa Cora Crawley - a mulher do Conde, uma americana milionária - e as três filhas, Mary, Edith e Sybill.


O 'DOWNSTAIRS'


No chamado "Downstairs", vive o grupo de criados e serventes, encabeçado pelo mordono Mr. Carson e pela Miss Hughes. São tratados como (quase) membros da família, mas vivem as suas vidas à parte, num andar de baixo que é outro mundo. Ali, comentam sobre o que se passa nos andares de cima, vivem as alegrias e infortúnios da família como se fossem os seus, aspiram a sonhos em silêncio. São a presença invisível que se encarrega de passar a ferro os jornais ou de vestir as damas. Estes personagens sabem tudo sobre os patrões, mas os patrões pouco, ou quase nada, sabem sobre eles. 



OS PERSONAGENS 


Eu diria que a jóia da família - e da série - é a Condessa viúva Lady Violet, interpretada pela grande Maggie Smith. Encarna na perfeição a aristocracia inglesa do século passado, crítica, snob e avessa às mudanças. Esta personagem faz-nos rir mal entra no ecrã, porque já sabemos que a sua intervenção vai ser épica, com um humor ácido, típico de quem acha que pode dizer tudo aquilo que pensa. Impossível não adorar!


Mas não é apenas Maggie Smith que dá um show de interpretação. Não sei o que têm os ingleses, mas é ouvirem apenas a palavra "ACÇÃO" e parece que estiveram a interpretar Shakespeare toda a vida. Já para não falar do "british english" daquela época, que é absolutamente delicioso! Não há um actor que não brilhe e numa série com tantos personagens, é de aplaudir!

O perfil de cada personagem está tão bem desenhado - graças ao trabalho brilhante do autor, Julian Fellowes - que quando vemos Thomas pela primeira vez, sabemos que é intragável, que Sybill é uma alma generosa e inquieta, que Branson nos vai apaixonar, que Bates é um sobrevivente. Sabemos imediatamente o que move cada um, o que sentem, o que desejam. E nem os bons são tão bons, nem os maus tão maus.

Thomas Barrow, o primeiro lacaio, outro personagem apaixonante, e dos mais complexos. De carácter duvidoso, vive reprimido pela sua orientação sexual - é gay -, na altura considerada "doença" e com direito a prisão.


A CASA


A casa, de nome fictício Downton Abbey, onde se passa a maior parte da série, não é obra de um decorador famoso, muito menos um cenário. Trata-se do Castelo de Highclere, situado em Hampshire. Quase todos os elementos do interior são reais, mobiliário e construção, o que é de facto impressionante quando estamos a falar de uma obra de ficção.

No entanto, e no sentido de recriar ao máximo aquela época, algumas peças foram introduzidas nos cenários de gravação, como molduras, loiças, cristais e candeeiros. A iluminação das salas e bibliotecas foi também alterada, como forma de demonstrar a transição do gás para a electricidade, que estava a acontecer na altura. Dizem, também, que dado o valor dos objectos originais da casa, os proprietários não permitiam que tocassem neles sem autorização. Pudera! 

Apenas as áreas de serviço e dos quartos foram gravadas em cenários construídos nos Ealing Studios, em West London.




O VESTUÁRIO


Se vos disser que 38% do orçamento da série foi destinado ao guarda-roupa, vocês vão achar um absurdo. Mas é verdade! E um "mal" necessário, já que a recriação dos looks de época foi feita de uma maneira tremendamente fiel ao usado naquela época, os famosos anos 20.

À medida que a série avança - começa em 1912 e termina em 1926 - o vestuário acompanha naturalmente este passar de anos, como reflexo da emancipação da mulher e do período pós guerra. A mulher deixa os espartilhos e passa a usar looks mais simples e práticos, saias acima dos tornozelos e cabelos curtos.

Lady Mary é o personagem que mais acompanha a evolução da moda. É a primeira a cortar o cabelo, e é vê-la num episódio a assistir a um desfile (as fashion weeks da época!!!)

As irmãs Crawley nas primeiras temporadas, ainda com looks mais naif e cabelos apanhados.


São, indiscutivelmente as quatro mulheres da família a principal referência nesta época de mudanças. Usam e abusam de vestidos de linhas mais rectas, chapéus, pérolas e luvas até ao cotovelo. Tudo num registo super chique e sofisticado.

Nas últimas temporadas, os looks de Lady Edith traduzem uma mulher emancipada, trabalhadora e cosmopolita. 


O vestido mais caro da série foi o do casamento de Lady Mary. Desde então, muitas noivas, designers e editoriais de moda se inspiraram neste modelo com cintura descaída estilo anos 20, bem como na tiara de folhas em prata.

A própria roupa de montar a cavalo sofre uma evolução. Nas primeiras temporadas, Lady Mary monta de saia comprida e, se repararem, vai com as duas pernas para o mesmo lado. Nos últimos episódios, já aparece de calças e botas de montar e a posição em cima do cavalo passa a ser a que conhecemos hoje em dia como "normal".


Não sei se ficaram com vontade de assistir Downton Abbey. Mesmo que eu não tenha conseguido contagiar-vos, dêem-lhe uma oportunidade e avaliem por vocês mesmos. Estou convencida de que vão adorar.

E para quem já viu e é fã da série, não sei se já sabem, mas há rumores de que vai ser adaptada ao grande ecrã! 
Esperemos que sim! ;)